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CONCURSO MESTRE-CERVEJEIRO EISENBAHN
Seis finalistas, quatro favoritos

Bem, amigos do Latinhas do Bob! Véspera de decisão no futebol, dia de decisão na cerveja. Acabou agora há pouco a avaliação das cervejas participantes do 2º Concurso Mestre-cervejeiro da Eisenbahn (o primeiro na era Schincariol). Foram 28 cervejas, avaliadas por 15 jurados, reunidos no Bar Anhanguera. Sem muita delonga, os finalistas são:
- Edigyl Pupo, do Paraná - surpreendeu no concurso nacional da Acerva Mineira, ganhando na categoria IPA. Agora, mantém o nível de produção com uma robust Porter que levou no torneio o número 25.
- Ivan Guilherme Steinbach, de Santa Catarina (número 7) - fabricante da caseira Gräbenwasser (ou 'água de sarjeta') em Joinville, já havia participado do torneio anterior da Eisenbahn com uma stout.
- Leonardo Botto, do Rio de Janeiro (número 27) - dispensa apresentações. Venceu a primeira edição do Mestre-cervejeiro com a strong belgian dark ale Dama do Lago. É o cara a ser batido nessa disputa.
- Luis Antônio Teixeira, de São Paulo (número 3)- cervejeiro caseiro de Ribeirão Preto, produz a cerveja Celta. 'Estreou' no estilo robust porter com a atual produção. É neto de um dos cervejeiros práticos da finada cervejaria Antarctica-Niger de Ribeirão Preto.
- Márcio Lopes Motta, do Rio de Janeiro (número 35) - surpresa na disputa. Mais uma 'cria' do Maurinho e do Thiago na Confraria do Marquês (nunca antes na história uma dupla formou tantos valores cervejeiros nesta terra hehehe), com quem teve aula há um ano. Está, segundo sua conta, na quinta ou sexta leva.. .
- Vítor Luiz da Silva, de São Paulo (número 28) - outra surpresa. Vale o mesmo pedido de informações
Resultados postos, o anúncio do vencedor, segundo e terceiro lugares será na quinta-feira. É hora de especulações: o ilustre blog apurou que os favoritos seriam o Ivan e o Botto, mais bem colocados, pela ordem, em um dos grupos da avaliação final, e o Márcio e o Luís, que tiveram as melhores notas no outro grupo. Explico: na primeira fase, havia quatro grupos de jurados, que tomaram seis ou sete cervejas, e escolheram duas para a final. Com isso, oito produções se classificaram. Então, foram formados dois grupos apenas de jurados, que "trocaram" suas quatro indicações para avaliação (as duas melhores de um e de outro). Dessas oito, saíram as seis classificadas.
Tive a oportunidade de degustar todas as finalistas, e, pela minha avaliação, a ordem foi: Ivan (77 pontos em 100); Márcio e Vítor (ambos com 74 pontos), Luís (64 pontos) e Botto e Edigyl (ambos com 62 pontos). Após quinta-feira, poderei dizer se sou bestial ou uma besta mesmo. No ano passado, errei o vencedor por 1,24 ponto em 100.
Noves fora, como a análise é por pontos e não descritiva, seguem alguns comentários meus na degustação e outros ouvidos dos colegas jurados:
- Concorrente número 1: suas garrafas foram eliminadas porque não vieram com o número de inscrição colado
- Número 3: Boa cerveja, mas um acre demais (torrado em excesso?). Depois que ficou à temperatura natural, jurado identificou aroma de banana passa nela. Minha nota: 64
- Número 4: Infelizmente, sua cerveja estava totalmente flat, sem espuma e carbonatação. O corpo ficou um pouco abaixo do esperado e havia um pouco de frutado a mais do que o padrão no aroma. Minha nota: 30
- Número 16: Sua cerveja ficou com cor marrom um pouco fora do padrão das demais. Comentou-se também que faltou um pouco de malte torrado. Minha nota: 54
- Número 23: Foi detectado aroma medicinal na cerveja (esparadrapo). Apesar disso, o sabor tem boas notas de chocolate. Minha nota: 58
- Número 33: Infelizmente, também estava flat. Havia um aroma e sabor de grão verde (não-malteado) de cevada. Chegou a lembrar a alguns participantes erva-mate. Minha nota: 40
- Número 35: Cerveja foi a vencedora da primeira fase no meu grupo. Bem elogiada. Minha nota: 74
- Número 7 - Também elogiada. Foi minha favorita. Um dos jurados, porém, a considerou acre em excesso. Minha nota: 77
- Número 25 - Dividiu opiniões com a 7. Alguns acharam que estava mais acre (efeito do torrado) que a anterior, outros, o contrário. Um dos jurados apontou alta adstringência e baixo drinkability. Minha nota: 62
- Número 27 - Um dos jurados apontou aromas em desconformidade (citou enxofre e milho cozido). Achei apenas que o aroma estava um pouco "fechado", mas a cerveja pareceu boa, principalmente no sabor. Minha nota: 62
- Número 28 - Me agradou, apesar de sentir falta de um pouco de chocolate. Dois jurados, porém, apontaram amargor incômodo e algo cítrico em excesso. Minha nota: 74
É isso. Quem vencer, como de praxe, terá uma batelada de sua cerveja produzida e comercializada pela Eisenbahn, ficando com uma parte da produção. Segundo e terceiro colocados levam cerveja e assinatura da revista Beer, que ainda está em sua segunda edição. Veremos quem levanta o caneco durante a semana. Ao menos desta vez, a espera será menor!
Escrito por Bob2 às 19h06
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