Latinhas do Bob 2
  

JACOBSEN VINTAGE Nº 1 (DIN, 375ML)

Tchan-tchan-tchan... tchaaaaan?

(matéria publicada no Caderno Paladar de 5/6/2008; mais tarde, em versão ampliada)

A descrição é tentadora: uma cerveja com 10,5% de teor alcoólico, feita com três tipos de malte e quatro de lúpulo, que amadurece seis meses em barris de carvalho franceses ou suecos, da qual foram produzidas apenas 600 garrafas. Mas, como o diabo mora nos detalhes, há um porém: o preço. Criada para ser a cerveja mais cara do mundo, a Jacobsen Vintage Nº 1, uma barley wine da Dinamarca produzida pela cervejaria homônima (ligada à Carlsberg) custa US$ 400, cerca de R$ 650 (ou 2008 coroas dinamarquesas: o preço segue o ano de fabricação. A idéia é elevar uma coroa a cada ano).

 

É inevitável perguntar: “Vale quanto custa?” Há alguns dias, pude tirar a prova, graças ao apreciador de cervejas Cláudio Zastrow, que arrematou um exemplar da versão sueca. Diante do ineditismo do fato, a degustação atraiu outros interessados, o que forçou o grupo a uma degustação “econômica”.

 

Um gole, porém, já dá idéia da qualidade da cerveja. De cor castanho-escura, avermelhada, ela tem espuma bege clara, não muito duradoura. O aroma é licoroso, frutado, com caramelo e um quê de madeira, além de álcool bem perceptível. Na boca, ela mostra seu melhor. O licoroso do aroma é intenso, lembra um vinho do Porto, com notas amadeiradas, frutadas e uma sensação de defumado, além do final seco e de malte. O álcool torna a cerveja “quente” o que a deixa bastante encorpada.

 

E então, vale ou não? Trata-se de uma cerveja muito boa. Mas, ao contrário do preço “único”, sua qualidade se equipara à de outras produções de alto nível, com valores menores. Pesam a favor dela, o fato de que há vinhos mais caros no mercado. E ela deve tornar-se mais rara, pois pode ser envelhecida por dez anos. É aí que está a chave do valor da Jacobsen.

 



Escrito por Bob2 às 23h33
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ADELSCOTT (FRA, 500ML)

De bob@latinhas.com.br para

michaeljackson@beerheaven.com

Caro Michael,

 

Como estão as coisas, mestre? Gostaria, em primeiro lugar, de me desculpar se interrompo uma de suas sessões de degustação das melhores cervejas de todos os tempos produzidas pela humanidade (tenho certeza de que, onde você está, coisas como provar a primeira pilsen produzida na República Tcheca ao lado de Josef Groll devem ser tão corriqueiras quanto tomar uma “gelada” no boteco da esquina). Aproveito ainda para tranqüilizá-lo: aquele seu homônimo excêntrico anda bem quietinho, e não tem colocado o santo nome na mídia em vão.

 

Não entro em contato, porém, apenas por amenidades. Tenho uma dúvida premente sobre a tal da Adelscott, da qual você falou tão bem no começo dos anos 90. Queria saber se, por acaso, você tem visto essa cerveja por aí, em meio a grandes marcas já finadas (quiçá entre as nossas Hércules, Niger, Baden Baden 20 anos e outras). Porque a bebida que usa esse nome hoje por estas bandas não me parece ser a mesma que você descreveu como “cerveja agradável com bom caráter de malte, embora sutil em seu caráter pretendido de turfa e malte de uísque” e “inspiração para imitadores de outros países criarem uma sub-categoria entre as receitas defumadas”. Mas essa é a minha opinião: a Adelscott tem seguido à risca o conceito de “amor ou ódio”. Basta dar uma espiada no Ratebeer (desnecessário indicar-lhe o endereço, seria como apontar o caminho da igreja ao padre).

 

Quando coloquei esta cerveja em minha lista de compras na Europa, um colega alertou: “É uma porcaria!” Confiando em seu julgamento (um guia da cerveja que você coordenou, onde ela é tratada de “clássica”), porém, mantive a fé e a Adelscott na relação. Ao abrir a lata e principalmente ao tomar a cerveja, perdi a esperança: ela é ruim, doce demais, com um aroma de cerveja industrial e sem corpo. Mas admito que posso estar errado, ou, então, ter tomado uma cerveja fora de padrão.

 

Diante de tal impasse, creio que só uma segunda e definitiva opinião do verdadeiro “caçador de cervejas” seria suficiente para saber se essa Adelscott dos dias de hoje merece o “céu” ou o “inferno” cervejeiro.

 

À espera de um retorno,

 

Cheers!



Escrito por Bob2 às 20h51
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