Latinhas do Bob 2
  

(Imagem da comunidade Beer Wars, de análise de cervejas, no Facebook)

 

NOTÍCIAS DE UMA 'QUASE GUERRA'

NO MUNDO DA CERVEJA

Calma que ninguém matou o arquiduque Francisco Ferdinando. Mas foram dias de tensão no meio cervejeiro – principalmente dos produtores caseiros, por conta de um texto no site da Ambev. O clima de paz voltou (mais ou menos) a reinar depois de “mensagem diplomática” da gigante cervejeira. Abaixo, a história resumida:

 

 

A revolta dos mestres caseiros

(publicado no Paladar de 24/4)

 

Um texto no site da Ambev irritou associações de cervejeiros caseiros (Acervas) do Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, que fizeram carta de repúdio. O site diz que “em tese”, pode-se fazer cerveja em casa, mas seria difícil obter equipamentos e controlar o processo.“Tentativas de produção doméstica de cerveja até hoje geraram produto de qualidade muito inferior a grandes indústrias”.

As entidades rebateram: “Todo apreciador percebe que a qualidade das cervejas vem decaindo, mesmo com avanços tecnológicos das grandes cervejarias. Quem não tem saudade da antiga Bohemia?” Elas dizem saber da importância de métodos industriais. “Mas o desafio da industrialização é produzir em larga escala com qualidade artesanal.” E convidaram diretores da Ambev a provar suas produções.

O mestre-cervejeiro Wilson Fornazier disse que a Ambev reconhece a qualidade das cervejas das Acervas e que o site será revisado para evitar mal-entendidos.

 

A análise do blog: não acho que tenha sido algo deliberado por parte da empresa contra cervejeiros caseiros. Parafraseando um certo presidente, poderia atribuir o ato a “aloprados”. Agora, depois a pergunta que não quer calar: “E aí, os diretores vão topar o desafio ou não?” Hehehe.

 

Para quem tiver mais paciência - porque a segunda paixão dos nobres homebrewers é encher folhas de papel -, a íntegra da carta das Acervas estará disponível aqui para download. Abaixo, a resposta do mestre-cervejeiro da Ambev:

 

 RESPOSTA DE WILSON FORNAZIER (AMBEV)

 

"A AmBev reconhece a evolução e a qualidade das cervejas caseiras produzidas por vários membros da Associação de Cervejeiros Artesanais (ACervAs). É notável o avanço conquistado ao longo dos últimos anos e que tem permitido obter melhorias consistentes na qualidade e na variedade de cervejas produzidas artesanalmente. A Associação de Cervejeiros Artesanais vem desempenhando um trabalho muito importante de qualidade e compatível com seu papel.  

 

Na verdade, consideramos a entidade como uma aliada no trabalho de divulgar, valorizar e fortalecer a cultura cervejeira no Brasil. Talvez o referido texto no site tenha sido interpretado de maneira equivocada, pois o que acreditamos é que existe uma ampla produção artesanal de cerveja no Brasil de alta qualidade.

 

O que pontuamos é que produtos domésticos, caseiros, feitos com equipamentos rudimentares e por pessoas que não conhecem a técnica acabam resultando em produtos de qualidade inferior na maioria das vezes, o que não é o caso dos produtos feitos artesanalmente pelos associados das Acervas. Já estamos providenciando a revisão do site para que não ocorram mal-entendidos."

 

Em tempo: o texto da discórdia foi retirado do site.



Escrito por Bob2 às 00h04
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WHITEHEAD IRISH ALE (BRA, 600ML)

Durante a minha passagem por Porto Alegre, no ano passado, conheci, rapidamente, alguns dos sócios da microcervejaria Whitehead, durante evento da Confraria Bierkeller de cervejeiros. Infelizmente, porém, não deu tempo de provar a cerveja deles, que àquela época começava a ser vendida em barril em um restaurante árabe da capital gaúcha. Só fui provar a cerveja meses depois, já em São Paulo; achei a Porter muito boa, a Witbier interessante (bem mais que a Hoegaarden) e a Pale Ale regular, indo direto ao ponto.

 

Ficara faltando, porém, a Irish Red Ale, estilo inédito comercialmente entre as produções brasileiras. Até outro dia, sabia que apenas os felizardos do Bytes & Beer – mais conhecidos como Marcelo Carneiro da Rocha, da Cervejaria Colorado, e José Virgílio Braghetto, da cervejaria caseira Pratinha – a haviam degustado, como pode ser visto aqui.

 

Depois disso, porém, a cerveja ficou fora de produção, dando mais espaço às brassagens das três outras irmãs. Nas últimas semanas, porém, a Irish voltou, em fase de testes, com provável lançamento para o inverno. “Até agora, todos os pareceres que recebemos foram favoráveis, o que nos dá alento para fazermos mais bateladas delas para os próximos meses”, diz Alexandre Carminatti, um dos sócios da Whitehead.

 

Segundo ele, apesar de não ser requisito básico do estilo, a fórmula da Irish levou sementes de cardamomo. “Foi um elemento distintivo de sabor, muito sutil mesmo”. A cerveja, no geral, ficou boa e correta ao estilo. O aroma e sabor amanteigados, que em outros estilos podem ser sinal de problema, nas Irish Red Ales fazem parte do padrão (pelo menos segundo o BJCP).

 

Para comemorar o primeiro ano da produção, Carminatti diz que a Whitehead tem na prancheta uma edição especial e limitada. Por ora, só revela que será exclusiva e terá alto teor alcoólico. Alguém mata a charada? Meu palpite é uma barley wine ou uma doppelbock (embora esses estilos já tenham exemplos comerciais por estas bandas hehehe).



Escrito por Bob2 às 19h51
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SCHMITT SPARKLING ALE (BRA, 750ML)

Uma ale 'faiscante'

(Matéria publicada no caderno Paladar de 3/4)
 
A cervejaria artesanal Schmitt Bier, de Porto Alegre (RS), começa a vender na próxima semana nova receita: a Sparkling Ale, ou “ale faiscante”, nas palavras do produtor, o mestre-cervejeiro Gustavo dal Ri. “A idéia era fazer
uma ale (cerveja de alta fermentação) com mais gás carbônico, para que ele liberasse mais os aromas da bebida.”
 
A Sparkling Ale é uma cerveja de cor dourado-escura, com fermentação na garrafa, não-filtrada, que apresenta cerca de 5% de teor alcoólico.  No aroma percebem-se malte e notas florais e cítricas, que também estão presentes no
sabor, seguindo o gosto de Dal Ri. “Há pessoas que chegam a perguntar se usamos laranja na fórmula da cerveja, por conta do aroma”, brinca ele.
 
Interessados em degustar a cerveja devem ser rápidos.  O primeiro lote é pequeno, e será vendido no Cervejasnet (www.cervejasnet.com.br).  A próxima leva, segundo o mestre-cervejeiro, deve levar cerca de 20 a 30 dias (nota do blog: agora, o prazo deve estar em, no máximo, uma semana).  Cada garrafa de 750 ml deve custar R$ 12,60 – frete não incluído.  Dal Ri prepara outra novidade para o segundo semestre: uma cerveja de trigo.
 
Hoje, a linha da Schmitt já possui uma ale, a stout La Brunette e uma barley wine, ou “vinho de cevada”.
 
O Cervejasnet também está vendendo a Starobrno, pilsen da República Checa, com 5% de teor alcoólico.  A garrafa de 500 ml sai a R$ 7,35, sem o frete.
 
BELGIAN: CASAS NOVAS
Especializada em cervejas belgas, como diz o nome, a loja Belgian Beer Paradise mudou de endereços.  Em São Paulo, a loja do belga Xavier Depuydt deixou a Rua Normandia, mas permaneceu em Moema, na Rua Inhambu, 385, loja 16.  O telefone é o 5051-3318.  No Rio de Janeiro, a loja da Av. das Américas está se mudando para o Shopping Vitrine de Ipanema, na R.  Visconde de Pirajá, 580, loja 213, (21) 2274-3450.


Escrito por Bob2 às 15h32
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EM CIMA DA HORA (OU NEM TANTO)

Eisenbahn é bronze nos EUA

Bem, amigos do Latinhas do Bob, finalmente saiu o resultado da World Beer Cup, nos Estados Unidos. Fiquei esperando até 4h, em vão, porque a notícia demorou um tanto mais. Mas o fato é que, num ano em que a cerveja brasileira teve a maior participação no torneio, foi a Eisenbahn que salvou a pátria com a sua Dunkel. A marca da micro de Blumenau ficou em terceiro em sua categoria (German-style Schwarzbier, onde havia 30 concorrentes). Já havia recebido prêmios na Alemanha e na Austrália. Além de ser a primeira medalha brasileira no concurso norte-americano, organizado pela Brewers Association, foi a única.

Outras microcervejarias, como a Baden Baden, Colorado e Dado Bier não conseguiram chegar lá. Mas ao menos deram uma mostra que a produção local vai bem além de lagers industriais fraquinhas. O que me chamou a atenção de fato no balanço do concurso foi o Japão. Os nobres cervejeiros nipônicos faturaram 10 prêmios dos 273 em disputa (91 categorias com ouro, prata e bronze), quase empatando com a Bélgica, que faturou 11, e ficando à frente do Reino Unido, com cinco prêmios, e Austrália, com seis. Na própria categoria em que a Eisenbahn foi bronze, a vencedora foi uma cerveja japonesa, que até bateu a Samuel Adams Black Lager. É um mercado que também dá mostras de valer a pena ser explorado. A Alemanha levou 25 prêmios. Os grandes vencedores, porém, foram mesmo os Estados Unidos, com cerca de 150 medalhas (tá parecendo Olimpíada, não Copa do Mundo rsrsrs).

Confira aqui a lista completa dos vencedores e aqui, estatísticas do concurso. Quanto a mim, farei minha parte na comemoração do bronze degustando uma Dunkel por agora. Saúde!



Escrito por Bob2 às 17h32
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