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OS FINALISTAS, PARTE 2
LA ROCHE SARSGAARD

Como sua terra natal, a cerveja aí de cima chegou em estilo “mineiro” à mesa de degustação. A descrição apresentada numa folha de papel aos jurados apontava “estllo não definido”, mas o nobre colega Cássio Piccolo, do Frango, matou na hora: “Essa aqui tem cara de Blonde”. Foi até um alívio para quem havia provado pouco antes uma bela dubbel e, por engano, quase degustou uma ale de aparência esquisita, com aroma de cream cracker, que foi confundida com a La Roche Sarsgaard pelos assistentes do concurso (só para registro, eu provei e achei um pouco estranha sim, mas “simpática... hehehe).
A LRS (abreviatura para facilitar), que faz homenagem a uma cidade belga, foi produzida e enviada ao concurso pelo mineiro Pablo Henrique Mariz Carvalho. Apesar da indefinição inicial sobre o estilo, a cerveja entregou o que prometeu em sua descrição de características: um bom drinkability. De fato, ela não aparenta os 7,5% de teor alcoólico declarados, e é bem refrescante.
“É uma cerveja com aroma floral e frutado forte, clara. Foi feita para ser uma blonde”, diz Pablo. Ele conta ainda que é justamente o drinkability que torna sua cerveja “perigosa”. “Você nem nota o teor alcoólico, só quando já passou da conta”. A Sarsgaard foi produzida para a festa de noivado dele, que será em alguns dias (logo, a algum convidado que leia o blog, fica aqui o recado: se for fotografado com a gravata amarrada na cabeça no fim da festa, não foi por falta de aviso rsrsrsrsrsrs).
O consultor de eventos e estudante de design gráfico começou a fazer cerveja há cerca de um ano. “O pessoal de Belo Horizonte organizou uma confraria da cerveja, um e outro também passaram a produzir variedades curiosas. Me interessei e fui atrás”. O início, conta, foi como parceiro de produção de Rômulo Gresta, hoje presidente da Acerva Mineira e “pai” da Chernobier, que ficou em terceiro lugar no concurso da Acerva Carioca em setembro (categoria livre) e chegou a participar do campeonato da Eisenbahn, mas não chegou à final. “Até hoje fiz umas quatro brassagens (ativar dicionário cervejeiro online: ato de misturar água e malte sob calor; ou seja, a produção de uma leva da nobre bebida)”, diz Pablo.
Apesar do “projeto solo” – que vai se basear na marca La Roche -, ele diz que deve fazer com Rômulo uma linha de cervejas “perigosas”: “Além da Chernobier, queremos produzir a Beerhazard (Beer + Biohazard, sacaram? Hehe. E não é a banda). São cervejas de teor alcoólico alto em que você só vai perceber o ‘estrago’ depois’.”
Escrito por Bob2 às 20h20
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OS FINALISTAS, PARTE 1:
BOTTO BIER DAMA DO LAGO

Bem amigos do Latinhas do Bob, como ainda falta um mês para que a Eisenbahn divulgue o resultado do concurso - leia-se quem vai fabricar 3 mil litros de cerveja com base na própria receita -, este humilde blog começa agora a publicar uma série com as cervejas e informações sobre os seis finalistas, já citados no post anterior Antes de mais nada, adianto que o critério usado para definir a ordem de postagem foi o da numeração do torneio, do maior para o menor (isso convenientemente me resolveu alguns problemas operacionais de imagem também hehehehe).
Com isso, quem volta a aparecer por aqui é o advogado do Rio de Janeiro, 30 anos, torcedor do Flu, que começou a fazer cerveja em 2005. Já publiquei um perfil/entrevista com ele no blog, que pode ser acessado aqui. Mas sempre vale lembrar que o cara é figura onipresente nas finais de torneios cervejeiros. Levou tudo no concurso da Acerva de 2006 (primeiro lugar nas categorias Estilo Livre, com a rauchbier Feiticeira, e Pale Ale com a ESB Maligna; também faturou o segundo lugar na livre com a oatmeal stout Vidua Nigra e o terceiro na pale com a Cheirosa, uma american pale ale).
Este ano, quando o time dele finalmente voltou a vencer um torneio nacional – a Copa do Brasil, que dá acesso à Libertadores da América -, o Botto anda raspando a trave. No campeonato paulista, em Campinas, ficou em segundo na categoria Pale Ale. No torneio da Acerva deste ano, ficou em quarto com a belgian dark strong ale Dama do Lago, a mesma que concorreu agora.
E aqui aproveito para contar a história da outra Botto Bier que estava lá embaixo, a Thor, uma excelente doppelbock que caiu na minha mesa de degustação logo na eliminatória. Aí o nobre colega, gente boníssima, deu tremendo azar: a cerveja que nos foi servida não formou espuma. Estava muito boa de aroma e gosto, mas perdeu no detalhe; ainda ficou em quarto num grupo que tinha igualmente ótimas cervejas, como a do Ricardo Rosa (a barley wine Inveja de Baco). A parte mais surreal da história é que as demais garrafas estavam formando bastante espuma, inclusive esta aí debaixo, que degustei em casa.Se ainda tivesse o som do blog, sugeriria o tango “Por una Cabeza”, que virou carne de vaca com o filme Perfume de Mulher, mas cujo título tem tudo a ver com a situação. Cabeza ou cabeça também é um termo usado em inglês (‘head’) para definir a formação de espuma. Calma, Botto, passou, passou (hehehe).

Outra bola rente à trave, mas que dessa vez jogou a favor (não vou nem seguir com esse raciocínio para não dar uma de repórter “poético” de esportes de uma certa emissora grande rsrsrs), ocorreu no dia de despachar as garrafas para o concurso: “Fui levar as cervejas para deixar com o Sergio (Fraga, cervejeiro integrante da Acerva Carioca, que viria a SP). Assim que saí de casa, desabou o maior toró”, lembra Botto. “Não dava pra ver quase nada, e na entrada do túnel Santa Bárbara, havia um carro enguiçado por causa da chuva, acredito, que me forçou a frear bruscamente, bem em cima. Na hora só pensava em não ser engavetado, porque as garrafas que estavam no porta-malas eram as únicas para o concurso...”.
Taquicardia? Tonturas? Alta ansiedade pelo destino das cervejas? Calma, nobre leitor, nada ocorreu com elas, que chegaram sãs e salvas. Diante disso, pode até ser que ele não leve (friamente, as chances são de 16,666666 - e por aí vai – por cento, mas acho que o Oswald de Souza triplicaria essa estatística, no caso). Só que, se ganhar, será uma boa história para contar no discurso. Mas eu vou trocar a placa tosca do "Eu Já sabia" por "Vá pentear macacos, Galvão", que é bem mais divertida...
Saideira: maluco que sou, quase esqueci de agradecer ao colega Sérgio Seiço de Souza, chef do Anhanguera e fotógrafo de plantão, pela imagem acima. Valeu, nobre.
Escrito por Bob2 às 01h29
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Ok, ok, por ora, vamos aos fatos concretos sobre o sábado de manhã no Anhanguera: foram 22 cervejas concorrentes de 29 cervejeiros inscritos: pela ordem, foram 6 de São Paulo, 4 de Santa Catarina, 3 de Minas Gerais, 3 do Paraná, 3 do Rio de Janeiro, um do Espírito Santo, um do Mato Grosso do Sul e um do Rio Grande do Sul. As cervejas foram analisadas por 11 jurados. As surpresas foram aparições de variedades do ES e MS; são locais um tanto distantes dos grandes centros cervejeiros, caseiros ou não, mas que, felizmente, começam a ter suas próprias produções.
Os seis finalistas foram os seguintes (sem ordem de classificação):
1) Leonardo Botto (RJ), com a belgian dark strong ale Dama do Lago
2) Ricardo Rosa (RJ), com uma tripel
3) Eduardo Passarelli (SP), com uma dubbel
4) Pablo Henrique Mariz Carvalho (MG), com a belgian blonde La Roche Sasgaard
5) Everton Mombach, de Jaú (SP), com uma pale ale
6) Marco Aurélio Zimmermann, de Florianópolis (SC), com uma extra special bitter
Algumas rápidas constatações:
a) o sexteto finalista foi dominado por ales - não há nenhuma lager e, salvo melhor juízo, só vi uma pilsen concorrendo - de estilo belga: são quatro ao todo.
b) Empate técnico entre Rio e São Paulo nos finalistas: dois de cada. Minas e Santa Catarina (salvando a região Sul, aliás) correm por fora.
c) Só barbados na final. Será que não vai aparecer nenhuma homebrewer do sexo feminino para embelezar um pouco o cenário? (rs)
O vencedor deve ser anunciado dia 12 de dezembro, no Frangó, e vai assinar uma linha sazonal - que pode ser fixa, dependendo do sucesso - da Eisenbahn de 3 mil litros na fábrica de Blumenau, recebendo parte da produção. Por ora, chuto que a vitória é azul, a prata e o bronze, tricolores. Tá bom assim? Hehehehe
PS: eu mudei sim o post por ora, por não ter confirmação de uma das informações. Mas que las hay, las hay (rs)
Escrito por Bob2 às 14h13
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