Latinhas do Bob 2
  

BLOG DE CASA NOVA!!!

http://blog.estadao.com.br/blog/bob

Nobres, a ausência de alguns dias deste prestigioso blog deveu-se a uma causa especial: estou agora escrevendo em um novo endereço, no portal do Estadão (que vem a ser o mesmo local onde ganho o pão para poder comprar o "pão líquido" de cada dia). Aos poucos, vou transferir o acervo para lá. Convido a todos os leitores a uma visita ao novo espaço, com os comentários de sempre. Obrigado pela audiência e que a "vida nova" por lá seja tão boa quanto a daqui.  

Até mais!



Escrito por Bob2 às 14h08
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PETRA WEISS (BRA, 500ML)

A melhor do grupo (ou menos pior)?



Escrito por Bob2 às 13h34
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FULLER'S VINTAGE ALE (ING, 500ML)

Uma ale para envelhecer junto

(ou 'provei, mas não cliquei'...ainda)

DIRETO AO PINT

Estilo: Ale/Old Ale

Teor alc.: 8,5%

Cor: Castanho médio, âmbar, translucidez média a alta

Espuma: Bege clara, média formação, média a baixa duração

Aroma: Lúpulo, cítrico, frutado (abacaxi?), toffee, nota alcoólica

Sabor: Malte, notas de frutas secas destacadas, cítrico, fermento, final bastante seco, algo picante, álcool pronunciado, amargor médio a alto, corpo médio a alto. Carbonatação média

Cotação: 4,5 "Bela cerveja, com bom aroma. Mas o álcool podia ser um pouquinho menos evidente. Chega perto da minha favorita, a Golden Pride". 

 (O texto abaixo foi publicado no caderno Paladar, OESP, 29/1)

Envelhecer com qualidade não é privilégio restrito a vinhos. Cada vez mais, há cervejas feitas não só com objetivo de resistir ao passar dos anos, mas também de adquirir novos aromas e sabores na guarda. Claro que não falamos da tradicional pilsen – que, aliás, deve ser consumida o quanto antes ao chegar nas prateleiras ou chopeiras. Mas de variedades como a Fuller's Vintage Ale, cuja edição de 2008 chega ao Brasil.

A cervejaria inglesa começou a produzir a Vintage em 1997, e a cada ano faz algumas modificações na receita, como nos tipos de malte e lúpulo utilizados. Elas são refermentadas na garrafa – é adicionada certa quantidade de levedura –, o que faz com que a bebida siga se desenvolvendo. "Apesar de sermos obrigados a colocar 2011 como data de validade, esta cerveja só melhora com o tempo", explica John Keeling, mestre-cervejeiro da Fuller's, no rótulo da Vintage Ale.

Com 8,5% de álcool, a cerveja produzida pela Fuller's em 2008 tem cor âmbar e é translúcida, com espuma bege-clara de boa formação. Destacam-se em seu aroma notas de álcool, cítricas e frutadas, além de toffee (ou bala de leite). Ela ainda possui corpo denso, amargor destacado e potência alcoólica bastante perceptível – poderia até ser ligeiramente menor –, além de notas de lúpulo e de frutas secas.

As garrafas da Fuller's Vintage Ale recebem um número de série. A edição de 2008 teve 145 mil exemplares produzidos. Elas são importadas pela Boxer (3361-3233, www.boxernet.net). O valor sugerido é de R$ 60 a garrafa de 500ml. Apesar do preço, vale o "esforço" de comprar duas e deixar uma na adega para conferir o resultado daqui a alguns anos. Ou, projeto mais ambicioso ainda, adquirir exemplares de diferentes anos para uma "degustação vertical".



Escrito por Bob2 às 01h17
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FÁBRICA DO CHOPP/IMPERATRIZ (BRA, CHOPP)

Melhorando aos poucos



Escrito por Bob2 às 19h03
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UNIBROUE 15, 16 e 17 (CAN, 750ml)

Um teste para o paladar. E os ouvidos

  

Tinha tudo para ser um dia perfeito. Domingão à tarde, tempo bom, sem plantão (embora tenha perdido alguns minutos ao telefone para resolver pepinos; que, aliás, não harmonizam com cerveja). E com uma degustação vertical pela frente. Munido de uma Unibroue '15', tomei o rumo da Melograno, forneria e loja de cervejas do chapa Eduardo Passarelli na Vila Madalena. A Unibroue, para quem não sabe, é uma produtora canadense (mas controlada pela japonesa Sapporo) que conta com algumas receitas bastante curiosas em sua carta, como a Trois Pistoles e a La Fin Du Monde. E que também produz edições de aniversário, batizadas com números, como a '15', que já estava há dois anos na minha adega. O Passarelli se encarregou de 'exumar' sua garrafa da '16' da guarda, e também conseguiu a '17', que começou a ser vendida no Brasil na semana passada. A nós, para a degustação, se juntaram o André Clemente, da revista Prazeres da Mesa, e a Ana Carolina Oda, que trabalha na Melograno e está se especializando na arte de 'decifrar' a nobre bebida.

E por que não foi perfeito? Bem, lá estávamos nós, mesa na parte externa, cerveja no gelo, copos a postos, água. E... "Lê, lê, lê, lê, lê, leiê leiê..." Sim, o notório "leleiê" que substitui letras mais complexas (a carência de qualidade do autor) no pagode começava a todo volume num bar vizinho, seguido das indefectíveis palminhas. Ah, as palminhas, como eu as odeio! Estávamos ali para desafiar olfato e paladar, mas acabamos tendo a audição vilipendiada das formas mais hediondas imagináveis. Tamanha foi a baixa qualidade do ambiente provocada pelos arremedos de melodia que temo ter influenciado irremediavelmente no equilíbrio das cervejas. Uma das hipóteses levantada na mesa era de que as Unibroues estavam com álcool destacado em excesso porque o fermento, impossibilitado de bloquear o som, resolveu cometer suicídio. Consumiu todo o açúcar da bebida, tornando-a tão alcoólica a ponto de "desinfetar" todas as células de levedura em seu conteúdo. Pedimos desculpas ao produtor e ao importador pelo sofrimento infligido às suas pobres "crias".

Apesar da tentação de usar as rolhas das cervejas como tampões de ouvido, seguimos em frente, aproveitando intervalos das 'músicas' (provavelmente consultavam a partitura para saber qual a ordem dos 'leleiês' e das palminhas). No geral, as Unibroues comemorativas tendem a um álcool muito destacado, o que foi um problema na '15', atrapalhou um pouco na '17' e quase chegou a um equilíbrio na '16'. Esta última, aliás, foi a melhor do trio, mas não chegou exatamente a empolgar. Entre as cervejas da Unibroue que já provei, certamente não é a favorita. Como bem disse o Edu em seu blog, acho que vale repetir a degustação vertical para checar se houve algum problema específico com as garrafas. Desta vez, porém, em uma sala com isolamento acústico, por favor.  



Escrito por Bob2 às 21h57
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DADO BIER DOUBLE CHOCOLATE STOUT

Uma cerveja de respeito. Mas há o preço

 

(Matéria publicada no caderno Paladar, de O Estado de S. Paulo, no dia 15/1/2009)

Parece ter acabado, felizmente, o tempo em que cervejas escuras brasileiras eram sinônimo de bebidas "docinhas" e suavizadas - leia-se malzbiers. O "renascimento" de stouts, porters, dunkels e afins no País teve seu ponto alto no fim de 2008, quando a Baden Baden Stout e a Colorado Demoiselle ganharam medalhas de ouro no European Beer Festival, competição cervejeira alemã - a Eisenbahn Dunkel faturou bronze. Agora, a microcervejaria Dado Bier, de Porto Alegre, prepara o lançamento de uma Double Chocolate Stout. Como indica o nome, ela leva chocolate na fórmula e terá 10,5% de teor alcoólico - o dobro da pilsen cotidiana.

A cria da Dado Bier é fruto de duas parcerias. Uma é a da microcervejaria com os homebrewers (cervejeiros caseiros) cariocas Ricardo Rosa e Mauro Nogueira. Esse tipo de associação tem crescido de 2008 para cá; o próprio Ricardo atuou na criação da Demoiselle, uma porter que leva café em sua receita, produzida pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto. Foi a partir dessa experiência que ele foi procurado por Eduardo Bier, dono da Dado Bier, para tocar o novo projeto.

"Como estava fazendo algumas cervejas com o Mauro, sugeri trabalharmos juntos. Ele se empolgou e logo começou la pesquisar sobre o uso de chocolate em cervejas", disse Ricardo. A outra aliança, ainda negociada em sigilo, é com uma conhecida fábrica de chocolate, para fornecimento do ingrediente.

POTÊNCIA

A cerveja deve ser lançada em garrafa até o início do segundo semestre. Mas o Paladar degustou, em primeira mão, a Double Chocolate Stout, que já está sendo comercializada na versão chope nos bares da Dado Bier em Porto Alegre (R$ 12,90 o copo). Trata-se de uma boa e interessante cerveja de cor preta sólida, com espuma bege escura, de boa formação. No aroma, percebem-se notas de malte torrado destacadas, café, chocolate - narizes mais atentos podem distinguir variações ao leite e amargo - e frutado fugaz.

A potência alcoólica é o "cartão de visitas" do sabor: o protótipo tinha 11,2%, marca próxima dos 11,5% da Eisenbahn Lust, recordista no quesito entre produções nacionais. A ideia, porém, é que a versão engarrafada tenha em torno de 10,5%. O álcool gera calor, mas surge junto a boas notas de torrado e chocolate; há, ainda, um quê licoroso e final moderadamente seco. Outro destaque é o corpo, denso. "Pensamos em algo similar a licor de chocolate", diz Ricardo.

Ele afirma que serão feitos "ajustes finos" antes do lançamento. Um deles, fortuito, é o aumento das notas de chocolate no sabor, para balancear a presença do álcool. Bier afirma que a cerveja deve ter "vida útil" de ao menos três anos, o que permitirá comparar a evolução de cada edição.

O PREÇO E A DISCUSSÃO

A cerveja será vendida em garrafas de cerâmica com pouco mais de 900 ml, feitas pela Ceramarte - que também criou vasilhames da norte-americana Samuel Adams Utopias e da brasileira Baden Baden Tripel. O preço de cada garrafa, em caixa especial, é estimado por Bier em pouco mais de R$ 200.

Já se antecipando à polêmica do preço - que torna a Double Chocolate Stout a cerveja brasileira mais cara e alvo inevitável da pergunta "vale quanto custa?" -, ele diz: "Em grande parte, o aumento da carga tributária pelo governo federal levou o preço a subir. Mas não vejo essa cerveja como produto para o dia a dia, e sim um presente diferenciado, de qualidade superior à de um vinho da mesma faixa de preço".



Escrito por Bob2 às 15h30
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MOMENTO LATINHAS

Coleção de casa nova

De tanto correr atrás de cervejas, acabei deixando de lado, por um tempo, outro item relacionado á nobre bebida - que, por sinal, dá nome a este humilde diário. Minha coleção de latinhas. Sim, ela, que estava há uns bons anos em um armário fechado, bem protegidas, de fato, mas sem exposição alguma. A oportunidade para mudar essa situação veio no começo do ano. Tal qual vereador logo após tomar posse, resolvi correr com uma reforma na 'maison Bob'. E consegui imiscuir, sorrateiramente, uma emenda destinando verba para meu reduto eleitoral: a construção de um 'latódromo', anexo à parede do corredor. Coisa pequena, de uns 2m de largura por 2,5m de altura.

Pelas minhas contas, cabem na estrutura 728 latinhas - metade delas encobertas, na parte de trás (mas não considero isso um problema, pois posso ir 'renovando' o visual e ainda protejo algumas da luz. Como é possível ver, o espaço está quase todo preenchido, mas ainda há algumas latas repetidas a serem doadas para interessados.

Tenho de admitir que ver tantas latas assim expostas é meio hipnotizante. É preciso tomar cuidado com a hora para não ficar olhando cada uma delas. Em breve, porém, espero ter tempo para organizá-las por ordem alfabética e país. E dá-lhe trabalho...



Escrito por Bob2 às 13h36
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